Quantas vezes ouvimos falar tanto de um lugar ao sol?
Aquele lugar… aquele sítio onde finalmente podemos estar em paz com a vida e gozando uma plenitude de estado de alma e até de corpo a que se convencionou dar o nome de felicidade.
Estou aqui. Procuro o meu lugar.
Não exijo que seja um lugar muito exposto ao sol. Pode ser um lugar até meio sombrio mas que de vez em quando possa ser tocado por uma nesga de luz deixada ao acaso por um raio do Astro rei.
Procuro e qual viajante sedento que no deserto procura um oásis vejo um lugar. Corro para ele e ao chegar sinto a desilusão da miragem.
Sinto o peso daquele que correu e ao atingir a meta vê afastar-se a linha. Caio por terra e vejo que era pura ilusão, Era o desejo de chegar ao meu lugar que falava mais alto, era o sonho de finalmente poder descansar.
O lugar estava ocupado. Terei de correr novamente em busca dessa paz.
Sinto que a luta se esgota num misto de fraqueza e cansaço, num vazio de solidão acompanhada por uma vida feita de lugares ocupados que não reservam espaço para mim; uma vida em que a lotação está esgotada e nem nos lugares sombrios onde só por acaso se recebe a visita de uma nesga de luz desprendida ao acaso de um raio indisciplinado de sol, eu encontro a minha última pousada.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
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