Quantas vezes ouvimos falar tanto de um lugar ao sol?
Aquele lugar… aquele sítio onde finalmente podemos estar em paz com a vida e gozando uma plenitude de estado de alma e até de corpo a que se convencionou dar o nome de felicidade.
Estou aqui. Procuro o meu lugar.
Não exijo que seja um lugar muito exposto ao sol. Pode ser um lugar até meio sombrio mas que de vez em quando possa ser tocado por uma nesga de luz deixada ao acaso por um raio do Astro rei.
Procuro e qual viajante sedento que no deserto procura um oásis vejo um lugar. Corro para ele e ao chegar sinto a desilusão da miragem.
Sinto o peso daquele que correu e ao atingir a meta vê afastar-se a linha. Caio por terra e vejo que era pura ilusão, Era o desejo de chegar ao meu lugar que falava mais alto, era o sonho de finalmente poder descansar.
O lugar estava ocupado. Terei de correr novamente em busca dessa paz.
Sinto que a luta se esgota num misto de fraqueza e cansaço, num vazio de solidão acompanhada por uma vida feita de lugares ocupados que não reservam espaço para mim; uma vida em que a lotação está esgotada e nem nos lugares sombrios onde só por acaso se recebe a visita de uma nesga de luz desprendida ao acaso de um raio indisciplinado de sol, eu encontro a minha última pousada.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O meu lugar
Preciso de um lugar onde a minha alma se possa desprender serenamente da matéria e voar até às esferas onde as leis superiores me permitam ascender…
Preciso de um peito onde posar de mansinho a minha cabeça se suspirar nem que seja por uma vez tudo o que a alma implora para que eu grite ao vento…
Preciso de um rio onde poça colocar os meus pés refrescando-os para a viagem…
Quero caminhar rumo ao infinito e nele encontrar a infinita paz que só se encontra no final do caminho, naquele lugar onde a alma se pode tranquilamente soltar e deixar levar ao sabor da brisa…
Beijar meigamente as pétalas das flores e levar nos lábios o sabor do seu perfume; tocar levemente a copa das árvores e sobre o mar voar contemplando o seu azul; vislumbrar ao longe um bando de aves alegres e num repente confundir-me com o seu voo e fundir a minha voz no seu canto de louvor ao autor de todas as maravilhas…
Quero o meu lugar, esse cantinho do do vasto universo onde existe espaço para
Me enroscar em mim mesmo e deixar-me tranquilamente adormecer na paz e na consciência de quem no final de longa caminhada encontra no olhar de Deus o refúgio misericordioso de quem abre os braços para receber amorosamente o filho que chega de viagem.
Preciso de um peito onde posar de mansinho a minha cabeça se suspirar nem que seja por uma vez tudo o que a alma implora para que eu grite ao vento…
Preciso de um rio onde poça colocar os meus pés refrescando-os para a viagem…
Quero caminhar rumo ao infinito e nele encontrar a infinita paz que só se encontra no final do caminho, naquele lugar onde a alma se pode tranquilamente soltar e deixar levar ao sabor da brisa…
Beijar meigamente as pétalas das flores e levar nos lábios o sabor do seu perfume; tocar levemente a copa das árvores e sobre o mar voar contemplando o seu azul; vislumbrar ao longe um bando de aves alegres e num repente confundir-me com o seu voo e fundir a minha voz no seu canto de louvor ao autor de todas as maravilhas…
Quero o meu lugar, esse cantinho do do vasto universo onde existe espaço para
Me enroscar em mim mesmo e deixar-me tranquilamente adormecer na paz e na consciência de quem no final de longa caminhada encontra no olhar de Deus o refúgio misericordioso de quem abre os braços para receber amorosamente o filho que chega de viagem.
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