sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Vou lançar o meu canto ao vento

Vou pegar no meu canto e lançar ao vento o seu grito;

Vou pedir ao vento que o leve e o faça ecoar por montes e vales e o transporte na mais suave das brisas ou então que o faça girar no mais agitado dos turbilhões.

Vai meu canto levado pelo vento e liberta nas suas asas toda a tua força…

Liberta as lágrimas e faz abrir os sorrisos, solta as amarras que te prendem na minha garganta e vai livre tocando corpos e almas que se mostrem abertos ao teu cantar.

Vai meu canto; sei que vais mas voltas porque em mim encontras refúgio para descansar das tuas viagens mas depois voltas a partir com o vento levando contigo retalhos desta alma que se entrega a ti e faz de ti o seu grito.

Quem te escutará meu canto?

Será que chegas ao destino ou será que te perdes pelo caminho brincando com flores e pássaros entoando com eles um hino ao criador?

Brinca meu canto com as notas e as palavras das canções que te entrego e que de mim são fiel retrato revelado nesta alma que por de traz de um sorriso esconde uma lágrima triste que teima em correr desaguando em ti, e contigo voando nas asas do vento.

Vai meu canto que eu fico a esperar que voltes e me tragas a voz de outros cantos que como tu se deixam levar pelo vento e que se entregam a corpos e almas que estejam abertos ao seu cantar.

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