Vou pegar no meu canto e lançar ao vento o seu grito;
Vou pedir ao vento que o leve e o faça ecoar por montes e vales e o transporte na mais suave das brisas ou então que o faça girar no mais agitado dos turbilhões.
Vai meu canto levado pelo vento e liberta nas suas asas toda a tua força…
Liberta as lágrimas e faz abrir os sorrisos, solta as amarras que te prendem na minha garganta e vai livre tocando corpos e almas que se mostrem abertos ao teu cantar.
Vai meu canto; sei que vais mas voltas porque em mim encontras refúgio para descansar das tuas viagens mas depois voltas a partir com o vento levando contigo retalhos desta alma que se entrega a ti e faz de ti o seu grito.
Quem te escutará meu canto?
Será que chegas ao destino ou será que te perdes pelo caminho brincando com flores e pássaros entoando com eles um hino ao criador?
Brinca meu canto com as notas e as palavras das canções que te entrego e que de mim são fiel retrato revelado nesta alma que por de traz de um sorriso esconde uma lágrima triste que teima em correr desaguando em ti, e contigo voando nas asas do vento.
Vai meu canto que eu fico a esperar que voltes e me tragas a voz de outros cantos que como tu se deixam levar pelo vento e que se entregam a corpos e almas que estejam abertos ao seu cantar.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Queria chorar
Queria chorar…
Queria chorar porque sinto que só derramando um rio de lágrimas poderei voltar a sorrir;
Queria regar com uma chuva de lágrimas esta alma que se revolta em dores e gritos tantas vezes sufocados pelo nó que lhe aperta a garganta…
Queria poder trazer em forma de pranto tudo o que nem eu sei; mas sei que queria chorar.
Queria poder sem limites e sem vergonha de o fazer abrir um longo mar de lágrimas e nele fazer navegar todas as emoções que se atropelam num turbilhão de sentimentos que me dilaceram a alma numa luta tremenda pelo poder de serem eles a decidir o que devo sentir…
Queria chorar e pronto…
Tal como a criança que se manifesta pelo choro queria eu fazer-me notar pelas lágrimas que sem preconceitos me jorrariam dos olhos e se transformariam num espelho de água onde finalmente eu me poderia olhar para entender esta urgente razão de querer chorar…
Um colo?
Sim um colo… que sítio mais reconfortante para abrir um berreiro sem tamanho onde me liberte de mim e fuja para bem longe do meu próprio choro…
Um abraço?
Sim um abraço. Que gesto maravilhoso para quem depois de chorar pode finalmente reaprender a sorrir…
Queria chorar porque sinto que só derramando um rio de lágrimas poderei voltar a sorrir;
Queria regar com uma chuva de lágrimas esta alma que se revolta em dores e gritos tantas vezes sufocados pelo nó que lhe aperta a garganta…
Queria poder trazer em forma de pranto tudo o que nem eu sei; mas sei que queria chorar.
Queria poder sem limites e sem vergonha de o fazer abrir um longo mar de lágrimas e nele fazer navegar todas as emoções que se atropelam num turbilhão de sentimentos que me dilaceram a alma numa luta tremenda pelo poder de serem eles a decidir o que devo sentir…
Queria chorar e pronto…
Tal como a criança que se manifesta pelo choro queria eu fazer-me notar pelas lágrimas que sem preconceitos me jorrariam dos olhos e se transformariam num espelho de água onde finalmente eu me poderia olhar para entender esta urgente razão de querer chorar…
Um colo?
Sim um colo… que sítio mais reconfortante para abrir um berreiro sem tamanho onde me liberte de mim e fuja para bem longe do meu próprio choro…
Um abraço?
Sim um abraço. Que gesto maravilhoso para quem depois de chorar pode finalmente reaprender a sorrir…
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