Perguntás-te ao vento que passa notícias de um país que cantaste em trovas, baladas e do qual também soubeste beber como poucos a seiva das suas raízes musicais.
O vento continua a falar da desgraça de um Portugal que sonhaste um dia livre mas que continua amarrado às melodias do teu canto que se faz presente clamando no coração dos que sofrem não das injustiças da ditadura mas das enfermidades de uma democracia que está bem longe de ser justa.
Mesmo na noite mais triste basta abraçar uma guitarra e cantar docemente as notas que um dia entoaste e quase em jeito de prece pedir ao tempo que jamais apague de nós a lembrança da tua voz que há 25 anos se calou por força da morte mas que em tempo de servidão a esta saudade que nos toma de assalto continuamos tal como tu sempre fizeste a resistir e a dizer não.
Adriano onde estiveres canta para nós a esperança que a cada dia ainda guardamos de que o teu sonho se torne a nossa realidade
terça-feira, 16 de outubro de 2007
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Um comentário:
"Lava a cidade de mágoas, leva as mágoas para o mar" Inesquecível Adriano, bonita homenagem!
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