quarta-feira, 9 de maio de 2007

Zeca 20 anos de uma auséncia que nos aproxima do teu canto de liberdade

A morte saiu à rua num dia assim, ao 23º dia de um Fevereiro frio de há 20 anos,.

Não te calaram os vampiros que quiseram sugar o sangue da tua utopia, não prenderam a tua voz os falsos há nação corridos por 7 mulheres de um Minho que
armadas de fuso e roca ergueram o grito de um Portugal sedento de liberdade.

Com o cantar de uma vila morena deste voz a um Abril que na esperança da malta se transformaria no maduro Maio de que ainda hoje andamos à procura.


Cantigas de um andarilho que correu montes e vales cantando as janeiras dos simples, trazendo um amigo em cada melodia, abraçando um povo que em cada
nota que se desprendia dos teus dedos, em cada palavra que se desprendia da tua alma se retratava no sonho de ser livre.

Zeca onde estiveres junta o teu canto à voz de um país que ainda hoje sonha os teus sonhos, canta o teu canto, e faz do teu hino uma senha de liberdade
ainda por conseguir.

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