Creio profundamente em Deus, esse pai amoroso que quer a felicidade dos seus filhos, que gostaria que eles procedessem de acordo com o seu desejo de justiça e verdade, que os ama profundamente e lhes concede tudo o que necessitam para a sua felicidade.
Creio profundamente nesse Deus que embora deseje tudo o que existe de mais sublime para seus filhos lhes concede o livre arbítrio para que possam ser donos dos seus actos e acarretar com as suas consequências estando no final pronto abraçá-los e conceder-lhes o perdão proporcionando-lhes sempre a oportunidade da regeneração para que possam corrigir os atropelos aos desígnios do Pai por força dessa liberdade que ele mesmo lhes ofertou.
Creio num Deus que não castiga mas que nos ensina a grande lição de aprender com os nossos próprios erros e a reparar essas faltas com o nosso próprio sofrimento mas que ao mesmo tempo nos afaga com o seu carinho de pai extremoso que julga mas não condena.
Creio nesse Deus de bondade que pensou em cada detalhe da sua obra como bênção
Concedida para felicidade de todas as criaturas e que nós Homens obra mais perfeita da sua criação por força da nossa prepotência tantas vezes destruímos.
Creio nesse Deus que não impõe condições para amar todos os seus filhos e que nos enviou Jesus Cristo como exemplo de vida e fonte de Agua viva onde deveremos beber todos os ensinamentos da forma mais perfeita de corresponder ao amor do pai e viver segundo o seu desejo para cada um de nós.
Não creio na igreja que se diz esposa de Cristo e que o trai vezes sem conta por mãos indignas que dizem servir essa mesma igreja quando na realidade servem apenas os seus próprios interesses aproveitando a fé sincera daqueles que crêem ser a igreja a representação de Deus e de Cristo na terra.
Não creio em certos senhores que escondidos por uma veste de sacerdote vão camuflando um infindo mundo de perversidade e em jeito de lobo vestido com pele de cordeiro vão trucidando aqueles que se atravessam no seu caminho.
Muito menos creio nas suas palavras mecanicamente pronunciadas e que de sentimento nada possuem.
Não creio nos ratos e ratas de sacristia que batem no peito confessando os seus pecados e que logo de seguida vão comungar dos interesses pouco claros do seu confessor.
Não creio naqueles que fazem caridade por fazer dando uma esmola para conseguir a absolvição mas passam ao lado de um irmão seu com a indiferença de quem julga já ter cumprido a sua missão ignorando que aos olhos do pai todos somos iguais e a nossa missão jamais estará concluída enquanto houver alguém que precise de nós.
Acredito naqueles que leigos ou não servem a igreja com fé mas os tais que dela fazem tudo menos algo de que nos possamos orgulhar são em muito maior número.
Tentam subjugar as consciências aprisionando os que neles crêem às amarras da sua própria vontade e dos seus interesses, compro meças e palavras nas quais por muitas vezes nem eles mesmos acreditam.
Creio sem dúvida alguma que todos os que se entregaram com fidelidade e fé a servir a igreja jamais se poderão rever nessa instituição viciada e sobre a qual recai a nódoa da culpa em crimes dignos dos maiores requintes de malvadez.
Creio por fim que a cada um de nós cabe representar na terra os desígnios de um Deus justo e verdadeiro e fugir de uma igreja corrompida pelos Homens e que está totalmente afastada da Igreja criada por Cristo.
terça-feira, 15 de maio de 2007
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